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06/09/2023

Intensificação da pecuária: otimizando a produção de arrobas com técnicas de manejo avançadas

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Descubra como técnicas de manejo avançadas estão impulsionando a produção de arrobas na pecuária. Otimize seu negócio com estratégias comprovadas.

A pecuária desempenha papel fundamental na segurança alimentar, fornecendo proteína animal essencial para a dieta humana. 

A busca pela maior eficiência e rendimento na produção de carne bovina leva os produtores a adotarem práticas de intensificação que visam maximizar a produção de arrobas por área cultivada. 

Essas práticas englobam desde a otimização da adubação e controle de plantas daninhas até o ajuste da taxa de lotação e a aplicação de métodos de pastejo eficazes.

Por que intensificar? 

A intensificação da pecuária pode ser vista como a "agricultura dentro da pecuária". Buscamos, com a intensificação, um olhar mais atento à pastagem, procurando oferecer uma série de vantagens produtivas, empregando técnicas que aumentam a produtividade e levando os produtores a uma maior produção de carne utilizando menor área.

Isso é especialmente relevante considerando as pressões crescentes sobre a disponibilidade de terras e a necessidade de atender ao consumo global em constante crescimento. 

Além disso, a intensificação pode ser um diferencial estratégico para enfrentar momentos de baixa no ciclo pecuário, permitindo uma produção mais consistente e previsível de arrobas.

Práticas de intensificação

1. Controle de daninhas

O manejo de plantas daninhas é fundamental para garantir a competitividade das forrageiras e a eficiência na utilização dos recursos do solo. 

Diversas técnicas de controle de daninhas, como a roçagem seletiva e o uso de herbicidas seletivos, contribuem para a manutenção de pastagens de alta qualidade, sendo esta última a mais prática e eficaz, com a maior eficiência e abrangência dentro da área, podendo contar com diversos métodos de aplicação (bomba-costal, tratorizada, aviação, como por exemplo aviões e helicópteros e, mais recentemente, via drones).

2. Integrando para produzir mais

Os sistemas de integração (ILP – Integração Lavoura-Pecuária, ILPF – Integração Lavoura-Pecuária-Floresta, e IPF – Integração-Pecuária-Floresta) são alternativas viáveis de produção, combinando diversas atividades agropecuárias em uma mesma área.

De maneira geral, são empregados princípios ecológicos e agronômicos em busca de sinergia produtiva de componentes agrícolas (milho, soja, sorgo etc.), pecuário (bovinos, ovinos) e florestal (eucaliptos para celulose e outros materiais).

A combinação permite a otimização do uso da terra, reduzindo a necessidade de abertura de novas áreas produtivas, diversificação da renda da atividade agropecuária, diminuindo a vulnerabilidade econômica dos produtores, além da mitigação das emissões de gases de efeito estufa.

Porém, também apresentam desafios para o seu sucesso, principalmente quanto ao manejo, adaptação dos materiais escolhidos e coordenação das atividades agrícolas, seja colheita, plantio, emprego de herbicidas, fungicidas, inseticidas e fertilizantes.

3. Adubação

Um dos principais fatores que influenciam a qualidade e a produtividade das pastagens. 

A aplicação adequada de nutrientes, como Nitrogênio (N), Fósforo (P) e Potássio (K), contribui para o crescimento saudável das plantas forrageiras, resultando em maior disponibilidade de alimento para o gado. 

A adubação é uma prática que requer atenção, pois necessariamente deve ser bem aplicada para evitar perdas de investimento, ainda mais em momentos político-econômicos incertos, que podem acarretar altas nos preços.

Outro ponto de atenção se dá em áreas de integração, onde a chamada adubação sistêmica, ou adubação do sistema, pode ser empregada. Ela traz diversos benefícios, como a compra de insumos fora de época, que com uma menor procura, tende a ter preços mais baixos. Porém, é necessário um trabalho de gestão dos recursos disponíveis no solo muito bem estruturado e não mais baseado exclusivamente na cultura.

4. Taxa de lotação

O ajuste da taxa de lotação de acordo com a disponibilidade de forragem é um aspecto crítico na intensificação.

A falta de critério e manejo pode levar a áreas superpastejadas, resultando em degradação do solo e da vegetação, comprometendo a produtividade futura.

A taxa de lotação ideal varia conforme a região e a época do ano, sendo importante monitorar a capacidade de suporte da área.

Saiba mais sobre o cálculo de taxa de lotação da sua propriedade, o qual oferece orientações valiosas para calcular a taxa de lotação adequada.

Conclusão

Em resumo, a intensificação da pecuária, por meio da aplicação de práticas como integração, adubação, controle de daninhas, ajuste de taxa de lotação e método de pastejo, é essencial para otimizar a produção de arrobas por área cultivada. 

A capacidade de maximizar a produtividade das pastagens não apenas aumenta a eficiência da produção de carne, mas também posiciona os produtores de forma estratégica para enfrentar desafios sazonais e de mercado, garantindo um fluxo mais constante de produção. 

Referências

BUNGENSTAB, D. J.; ALMEIDA, R. G. de; LAURA, V. A.; BALBINO, L. C.; FERREIRA, A. D. (Ed.). ILPF: inovação com integração de lavoura, pecuária e floresta. Brasília, DF. Embrapa, 2019. 835 p.

CACERES, N. T., Herbicidas residuais de pastagens e implicações na rotação com lavoura. Scot Consultoria. 2023. Acessado em 15/8/23. Disponível em: < https://www.scotconsultoria.com.br/noticias/artigos/56184/herbicidas-residuais-de-pastagens-e-implica%C3%A7%C3%B5es-na-rota%C3%A7%C3%A3o-com-lavoura.htm>.

PEREIRA, F. et al., Controle de plantas daninhas em pastagens. Embrapa. 2011. Acessado em 15/8/23. Disponível em: < https://www.infoteca.cnptia.embrapa.br/infoteca/handle/doc/920044>.

SANTOS, P. M., PRIMAVESI, O. M., BERNARDI, A. C. C. Adubação de Pastagens. Embrapa. 2010. Acessado em: 15/8/23. Disponível em: < https://www.alice.cnptia.embrapa.br/alice/bitstream/doc/862844/1/OK-AdubacaoPastagens.pdf>.